Canadá brinca com verão brasileiro em campanha das Olimpíadas

O Canadá lançou uma nova campanha publicitária para promover seus atletas que competirão nas Olimpíadas do Rio, neste ano, e resolveu brincar com a diferença entre os climas brasileiro e canadense. Como o tema “Ice in our Veins” (Gelo nas nossas Veias, literalmente, ou Sangue Frio), as peças destacam a dificuldade de enfrentar o frio e como isso fortalece a equipe.

O resultado ficou excelente. No vídeo oficial, atletas encaram um ambiente inóspito e desafiam a si mesmos. Trazer o esporte para uma realidade selvagem indica que eles estão prontos para encarar situações extremas de olho no ouro olímpico.

Assista:

“Isso não é Rio de Janeiro. O sol brasileiro está do outro lado do mundo. Esta é nossa praia. O inverno nos torna quem somos. O frio fortalece nossa determinação. O vento engrossa nossa pele. Então, no calor da disputa, tudo o que sentimos é o calor nos nossos corações e o nosso sangue frio”, diz o narrador.

Dá até vontade de torcer para o Canadá.

Netflix cria anúncios voltados para usuários de Snapchat

A Netflix lançou uma campanha para pessoas que usam Snapchat poderem interagir trocando de rosto com personagens de séries como Pablo Escobar (Narcos), interpretado pelo brasileiro Wagner Moura.

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Super simples (mas eficaz), a ideia foi criada pela agência francesa Darewin, aliando offline e online de uma maneira fácil, divertida e barata. Outras séries que tiveram personagens espalhados pelas ruas foram House of Cards, estrelada por Kevin Spacey, Orange Is The New Black e Marseille, que tem como protagonista o ator Gérard Depardieu e estreou esta semana na plataforma.

Veja algumas pessoas que fizeram o “faceswap” do Netflix:

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Pepsi divulga garrafas em forma de halteres

A Pepsi anunciou que vai produzir garrafas em formas de halteres para incentivar a prática de atividades físicas. Cheia, a Pepsi Light vai pesar dois quilos, permitindo que o consumidor possa se exercitar com ela.

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É uma forma descolada de promover o produto e ainda melhorar a saúde. Na medida em que a pessoa vai comprando garrafas de Pepsi, ela começa a ter diversos halteres em casa para ficar em forma. Isso casa perfeitamente com a edição Light da marca, que tem menos açúcar.

Depois de consumir o refrigerante, ainda dá para encher a garrafa com água ou até mesmo areia, caso o objetivo seja deixá-la mais pesada. Legal, né?

Marketing de conteúdo: o impulso que faltava para sua empresa

Seus clientes têm sido bombardeados com informações. Uma pesquisa realizada pelo The Global Information Industry Center indicou que o volume recebido por consumidores diariamente seria equivalente a 34 GB, enquanto a capacidade total de armazenamento do cérebro humano seria de apenas 1 GB. São milhares de fotos, textos e vídeos a todo instante.

De olho nesses números, empresas estão buscando opções mais segmentadas e com potencial maior para trazer retorno tanto para suas marcas quanto para a venda de produtos e serviços. É aí que surge o Marketing de Conteúdo (Content Marketing, em inglês), que é a produção de conteúdo de qualidade como forma de fortalecer a imagem da organização e ganhar credibilidade.

Embora não seja uma técnica nova, já que empresas sempre se comunicaram diretamente com seus clientes, uma novo horizonte tem se apresentado com a expansão da comunicação digital. Enquanto, no passado, havia uma dependência da imprensa e de anúncios publicitários, atualmente, ferramentas como sites, blogs, distribuição de e-books e mídias sociais têm sido cada vez mais utilizadas.

De olho nessa tendência, a KKi Indústria Criativa investiu em pessoal para oferecer esse tipo de serviço a seus clientes. Segundo o diretor de criação, Thiago Garcia, “o marketing de conteúdo oferece às empresas a possibilidade de trabalhar a comunicação de forma bem segmentada, com retorno rápido e investimentos menores”.

Poucas empresas têm uma estratégia bem definida

Um estudo sobre Content Marketing no Brasil realizado pela consultoria Tracto com mais de 1.300 profissionais de comunicação e marketing do país indicou que apenas uma em cada quatro empresas desenvolve um trabalho consistente, com uma estratégia bem definida e resultados mensurados. Sendo assim, não se desespere, caso você ainda não esteja desenvolvendo esse tipo de conteúdo. Isso só mostra que você ainda tem uma grande margem para trabalhar a comunicação da sua empresa.

O Complexo Educacional Contemporâneo, empresa de educação com 35 anos de existência, tem aproveitado essas oportunidades. Tendo um site atualizado diariamente, uma revista e presença nas mídias sociais Facebook, Twitter, YouTube e Instagram, o Contemporâneo ainda tem apostado em matérias publicadas no site da Tribuna do Norte Online (clique aqui para ver um exemplo), tudo isso buscando estar cada vez mais próximo de seus diversos públicos.

A escola de inglês Open Doors também tem investido nessa abordagem e o diretor administrativo, José Hamilton, diz que pretende utilizar ainda mais esses canais. “Temos percebido um engajamento maior com o público e isso vai além do que oferece a publicidade. Temos mais comentários, compartilhamentos e, por esse poder de viralização, o retorno pode ser bem maior, se comparado a um anúncio comum. É até mais democrático, porque somos nós que decidimos quanto vamos investir”, avalia.

Outra empresa que tem alavancado sua comunicação com o marketing de conteúdo é a Cyrela Plano&Plano. Recentemente, em parceria com a KKi, o grupo do ramo imobiliário publicou uma série de artigos no site do G1. Além disso, conta com mais de 40 mil fãs no Facebook e com um blog onde publica artigos sobre os mais diversos temas, como forma de fortalecer o relacionamento com seus públicos de interesse.

Não fique para trás

Se você ainda não explora todas as possibilidades do marketing de conteúdo, talvez a comunicação da sua empresa esteja sendo menos eficaz do que poderia. É que as organizações com uma noção mais complexa sobre essa abordagem tendem a obter resultados melhores, de acordo com a pesquisa da Tracto já mencionada neste artigo.

O sociólogo espanhol Manuel Castells diz, em seu livro A Sociedade em Rede, que há dois tipos de organizações: as que se adaptam às mudanças de forma dinâmica, sempre se atualizando conforme as tendências, e aquelas mais rígidas, que fazem de seus sistemas e métodos o principal objetivo organizacional.

Para Castells, que é professor de comunicação na Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos) e Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), as do primeiro tipo são empresas e outras são burocracias. Você quer ter uma empresa ou uma burocracia? Então é melhor estar
atento às mudanças para não ficar para trás.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

 

 

Fontes:

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede: A Era da Informação. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1567/739 (em inglês)

http://tracto.net.br/download/Content_Marketing_no_Brasil_2016.pdf

 

Pedro Miguel é jornalista pela UFRN e mestre em Gestão da Comunicação pelo Celsa – Paris-Sorbonne (França).

Criatividade vende tudo

Os empreendedores da chamada economia criativa encontram nas ideias originais, uso da internet e encontros alternativos a saída para vender

KKiMix reúne produtores alternativos

A criatividade vende tudo –, esta certamente é a frase de efeito de quem busca sair do convencional, e aposta nas suas próprias ideias e na força das redes sociais para divulgar seus produtos e gerar uma nova fonte principal e alternativa de renda. E, neste momento em que só se ouve falar em crise, a estratégia de vendas se consolida com os encontros alternativos, que já se tornou uma constante em Natal, e também servem para compartilhar experiências entre os produtores alternativos.

Estes produtores se inserem na chamada economia criativa, que hoje é considerado um dos pilares da economia mundial e, no qual, calcula-se que movimente cerca de 120 bilhões de reais por ano no Brasil. A economia criativa engloba as mais variadas atividades como arte e design, música e vídeo, gastronomia e moda, e até games. A comunicação também é uma das áreas consideradas nesta nova cadeia produtiva.

Foto: Gustavo DantasA designer de joias Gláucia Rebouças, da Pano de Cigana, é uma artista que utiliza o Instagram como meio de divulgação de suas criações. Ela conta que trabalha com a rede social há quase um ano e avalia que tem um retorno muito positivo mesmo focando as vendas em Natal e região. “As vendas começam na internet, com as postagens na rede, e são concretizadas ao vivo com o atendimento”, conta.

Gláucia também aposta nas feiras alternativas como oportunidade de visibilidade da marca. Esses encontros alternativos têm reunido artesãos, designers, chefs de cozinhas e outros artistas que trazem para o físico suas lojas virtuais.

Um exemplo é a KKi Mix, evento que reuniu vários empreendedores da chamada Economia Criativa no último fim de semana no espaço de uma agência de propaganda. Segundo a organização do evento, nos dois dias de evento, circularam mais de 500 pessoas interessadas em arte, moda, design e gastronomia.

“Participar de eventos como esse, além de divulgar nossa marca e poder entrar em contato direto com o consumidor, cria uma comunidade entre microempreendedores digitais, possibilitando uma troca muito rica de experiência”, conta a publicitária Ana Flávia Lira, à frente da PQPosters. Com a empresa voltada para a criação de pôsteres e produtos decorativos descolados, elas também utilizam o Instagram e o Whatsapp como ferramentas de divulgação e venda dos produtos.


Poder da criatividade

Com mudança marcada para implantar duas novas unidades de sua empresa no exterior, a publicitária Clarissa Medeiros tinha uma missão clara: vender uma casa inteira. Para atingir o objetivo, ela idealizou uma marca e colocou tudo em uma fanpage no Facebook para produtos usados e descolados. Os resultados alcançados impressionaram mais do que o esperado. Em pouco mais de duas semanas, a casa estava praticamente vendida.

kkimix (110)Clarissa credita o sucesso da iniciativa ao poder da economia criativa, que tem no marketing digital uma de suas principais ferramentas de venda. Apesar de ser uma publicitária especializada neste segmento, a efetividade da iniciativa a surpreendeu. A campanha foi ancorada em peças no Facebook e Instagram, e na ideia de um bazar físico, que juntou outros parceiros e se transformou na KKi Mix, cuja divulgação também se deu pelas redes sociais.

“Claro que o desejo era vender o que não iríamos mais usar, mas não imaginava que fosse conseguir vender em tão pouco tempo. Consegui o faturamento em apenas duas semanas que muita loja passa o mês para conseguir. Foi só fazer o que sempre fazemos na KKi: juntar ideia, design e estratégia”, disse.

A economia criativa tem no marketing digital uma de suas principais ferramentas

Segundo analisa a publicitária, o marketing digital hoje é uma realidade principalmente para as empresas concebidas dentro do conceito da economia criativa. “As redes funcionam como verdadeiras vitrines virtuais, divulgando o produto para pessoas interessadas também em produtos criativos. E o mais importante é que os custos de divulgação são reduzidos, mas ao mesmo tempo contam com um amplo poder de alcance e eficiência por se direcionar a públicos específicos construídos ao longo da existência da empresa”, avalia Clarissa.


Valorizando os artistas

A artista Cristiana Dantas já é uma das referências no assunto Economia Criativa no estado. Ela vende seus produtos decorativos pela internet. Apesar de também contar com um ateliê para apresentar suas criações, seu trabalho consegue atingir o país inteiro por meio de um trabalho intenso de divulgação nas redes sociais.

A partir de sua experiência, Cristiana presta uma espécie de consultoria a artesãos do interior do estado com objetivo de promover a inclusão social. Ela criou uma espécie de quiosque itinerante que serve de vitrine ao congregar a produção de pequenos artesãos.

A iniciativa chamou tanta atenção que foi destaque no Prêmio Brasil Criativo, realizado pelo Governo Federal, em disputa com projetos de todo o país. “O objetivo é contribuir para dar vazão a produção deles, ao apresentar o trabalho de forma única e diferenciada, ao mesmo tempo em que agrega um maior valor ao trabalho e valoriza uma futura remuneração”, explica.

Confira as fotos do KKi Mix: http://link.kki.com.br/KKiMix

BRANDING PARA TODOS OS TAMANHOS DE EMPRESA

Sempre que abordo o tema branding em sala de aula, palestras, workshops ou cursos, a dúvida que mais surge é sobre a influência do tamanho da empresa para a implementação do processo de gestão da marca.

Sempre respondo que não importa o tamanho. É possível criar, implementar e controlar as ações para engrandecimento da marca, seja ela qual for e independente do tamanho da empresa. E completo, na maioria das vezes, dizendo que é um mito achar que empresa pequena não precisa fazer branding. Pelo contrário, quanto menor a empresa, mais fácil de se controlar o processo, mais consistência será alcançada e de acordo com o amadurecimento e crescimento, a percepção sobre o que é branding para todos os envolvidos também irá amadurecer e cada vez mais, fazer parte do pensamento e cultura da marca.

Porém, vivemos uma realidade em que a maioria das micro, minúsculas, pequenas, médias e até mesmo grandes empresas não exercitam o pensamento de branding desde o nascimento da marca. O que nos leva a imaginar, também, que na maioria dos casos, o branding irá ser pensado e implementado no meio do ciclo de vida dessas empresas, por necessidade.

E para essa maioria dos casos, o que importa é voltar a atenção e pensamento para o começo de tudo. Se não existir um conhecimento coletivo, entre todos os públicos estratégicos sobre quem é a marca, seu DNA, essência e posicionamento claro, mesmo que pequena, a empresa tem um sério problema.

É cultural, no Brasil, muitas e muitas empresas nascem com uma preocupação emergencial de se pagar, lucrar ou ter resultados positivos. E por isso, não existe a preocupação com outras questões fundamentais, muitas intangíveis inicialmente, mas que serão parte importante do ativo da marca no futuro. Marca não ganha força apenas com lucro. A percepção sobre o valor da marca pouco tem a ver com a receita da empresa ou com os seus ativos tangíveis atuais. É uma construção que demanda tempo, atenção, paciência e engajamento de todos os envolvidos e interessados. Principalmente fundadores e diretoria.

Vá para o divã

Por menor que seja, se a empresa para qual irá trabalhar gerenciando a marca não se conhece, o primeiro passo é uma análise profunda que deve partir da memória e história desde a fundação, desde o início de tudo. Uma imersão total no DNA, para criação de uma percepção clara da essência e consequente fortalecimento da identidade.

Engajamento real e coletivo

É muito importante que todos passem a ter a consciência coletiva sobre os resultados do estudo do DNA da marca, ou seja, quando a empresa se conhecer bem deve fazer com que todos os envolvidos interna e externamente também saibam quem ela é. A sinergia em torno das ações que a gestão da marca criará, só existirá com o envolvimento de corpo e alma das pessoas. Não se trata apenas de motivar de tempos em tempos, esperando resultados imediatos. É preciso criar um relacionamento realmente sólido fazendo com que todos vivam as experiências da marca.

Consistência e controle

Conversar em mesmo tom e com total coerência através de todos os pontos de contato e se relacionar de maneira transparente e verdadeira com todos os públicos estratégicos são as formas de se criar consistência real de acordo com a essência e o posicionamento da marca. Para isso ocorrer é preciso total controle das ações, das conversas e dos processos.

A partir desses três aspectos básicos do processo de branding, não importará o tamanho e o tempo de vida da empresa para que seja possível implementar de maneira sistemática ações para gerar valor e fortalecer a marca. As gigantes fazem muito bem isso. Por que não seria possível para as pequenas também? Basta começar, agora!

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

CRIANDO SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO

 

Houston, temos um problema. Ótimo, vamos criar!

É comum ouvirmos de equipes, duplas ou profissionais de criação, principalmente no começo da suas experiências no mercado, a frase “travei, não estou conseguindo criar”. É comum, mas inaceitável em um tempo com tanto desenvolvimento das técnicas e ferramentas que auxiliam na construção de ideias em comunicação. Não vou nem entrar no assunto “prazo” para não perder muito tempo, pois temos pouco. Entendo que o prazo, curto ou longo, faça parte do desafio, entra no projeto.

Por muitas vezes o que falta para criar com qualidade está mais claro do que essas pessoas imaginam. O que falta é entender melhor justamente o que deu vida para o job: o problema.

A criação sempre vai começar e terminar com um problema, em todos os sentidos da expressão. Independente da técnica, maneira, jeito ou estilo criativo, o profissional só pode avançar para a solução se entender completamente o problema para o qual ele irá propor uma solução. E entender o que é “entender” é fundamental.

Uma marca ter um problema não é necessariamente algo ruim, o fim do mundo, algo que vai fechar ou destruir o negócio. Lançar um produto, por exemplo, gera o problema de que as pessoas não conhecem o lançamento e a solução para isso, em propaganda, é uma campanha de lançamento. Portanto, antes é preciso desmistificar o termo “problema”. É mais um item da lógica do diagnóstico. Você estuda os cenários, entende e interpreta o diagnóstico e define objetivos e soluções.

Se o briefing não ficou claro, levanta e corre atrás

Jogar a culpa no briefing ou no atendimento é coisa dos anos 90. É importante se envolver no processo, independente de para qual parte você irá contribuir. Se algo não ficou claro na confecção do resumo que irá nortear a criação, pode levantar e ir atrás, não é proibido. Faz bem para reforçar o seu envolvimento no trabalho.

Entender não é apenas ler e interpretar

Para que haja total imersão em um problema, é necessário experimentá-lo, vivê-lo, sentir na pele, sempre que possível. É das experiências de uso ou das sensações de se viver algo que saem as verdadeiras boas ideias. Sou a favor do contato físico, pegar, rasgar, comer, amassar, entrar, são ações que fazem parte da criação de uma campanha ou peça.

Entregar solução é ir até o fim ou além do processo de conversão

A ideia que você propôs como sendo a solução, vendeu? Entregou o que para o público estratégico do objetivo? É necessário evitar o sentimento de se livrar de um projeto ou trabalho e ir além. Acompanhar até o fim, aferir, entender o que aconteceu, onde errou, onde acertou e usar isso a favor de outros trabalhos.

Diariamente somos forçados a continuar pensando dentro da caixa, por mais que exista uma vontade, uma necessidade gigante de sair dela. Sair da caixa envolve o esforço de levar junto o cliente, o atendimento, o planejamento, todos envolvidos no projeto. O segredo é descobrir que é sim possível trabalhar oferecendo algo bacana, também de dentro da caixa. Ou o meio termo. Um pé dentro e outro fora, de repente.

Uma ferramenta interessante que pode funcionar e fornecer um termômetro antes de investirmos tempo e energia em uma criação, é a apresentação intermediária da campanha – chamo de AFINANDO O PROBLEMA CRIATIVO. Ou seja, antes de apresentar a proposta final, encontre possibilidades de mostrar algo consistente, que não seja o todo, para alguns envolvidos no processo como o diretor de atendimento, o diretor de planejamento, o gerente de marketing e algum representante do grupo de clientes. Coletando resultados intermediários que possam somar e enriquecer a continuidade e por consequência da maior capacidade de oferecer a solução correta, coerente com o problema.
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O importante é se envolver e realmente fazer parte da solução. Tenho visto mais e mais profissionais de cadeira. Aqueles que ficam sentados na agência apenas recebendo briefing, executando e despachando, de maneira bem burocrática. Isso tem feito mal, a eles e para a propaganda. É preciso voltar a ter o prazer em criar, em participar, em ver o trabalho indo pra rua, vê-lo na rua e ficar louco para que outros trabalhos cheguem logo, com problemas e desafios novos.

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

OS POSSÍVEIS CAMINHOS PARA A REINVENÇÃO DAS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE.

 

Por que os profissionais que fazem a publicidade estão cada vez mais incomodados com a forma que o ofício vem tomando?

 

É um assunto polêmico. Com opiniões vindas de todos os lados. Mas é uma certeza, não mais para um futuro e sim para um presente, para o hoje e para todos nós do mercado de comunicação. Não vou limitar o assunto ou opinião ao mercado das agências. É necessário estender a todos os participantes do processo. É para o marketing. Para o marketing moderno.

Antes, uma correção de percepção. Não é a atividade, ou mesmo as atividades das agências de publicidade que precisam mudar e serem reinventadas. Vamos simplificar tudo, ora, agências trabalham criando para os valores das marcas. Dando forma, design, expressando a mensagem delas. Ponto. Não se trata mais de publicidade. Precisamos entender qual é o produto comercializado e para quem as agências estão trabalhando. Agência não deve viver de veiculação, produção e comissão. Só assim vamos poder inclusive precificar melhor nosso trabalho. Também precisamos procurar as falhas no modelo de negócio. E por fim, reeducar quem trabalha no setor.

Amir Kassaei, diretor global de criação da DDB Worldwide, disse em artigo recente para a revista Creativity que para consertar o modelo das agências é necessário “Reconhecer que não estamos no negócio da publicidade, redefinir criatividade e capturar e saber usar a inteligência de dados.“ Resumindo, ele diz que a relevância da comunicação das marcas, a criatividade em forma de soluções realmente inovadoras e as possibilidades maximizadas pela disponibilização dos dados são, na visão dele, os três principais pontos a serem corrigidos no modelo de negócio falho que se tornou a publicidade.

Mas, para mim, não é suficiente para reinventar o negócio. E o título do artigo, reproduzido pelo portal Meio & Mensagem entrega o porquê. Ele diz “Como consertar o modelo das agências”. E consertar, não é reinventar. Mudar apenas partes do todo que é o negócio, nesse caso, é como dar asas aos carros no processo de produção e continuar com especialistas em pneus.

Ainda continuamos formando diretores de arte, redatores, “planners”, executivos de conta, atendimento e todos os demais integrantes do modelo excessivamente departamentalizado que se tornou a agência de publicidade. Em alguns centros ouvimos e lemos nomes bonitos como “Head of Art” e outros seguindo aquela velha mania de melhorar a estética sem melhorar o conteúdo e a função. Mas quem são esses meninos e meninas ávidos por prêmios e que ainda, mesmo com toda a dinâmica atual do setor, não perceberam que estão ali para incorporar e viver o DNA das marcas para as quais eles trabalham e não montar portfólio, acumular leões e saltar de agência em agência escalando o mercado.

Eu simplifico, mais uma vez, a percepção de como é feito o trabalho de uma agência. São pessoas, trabalhando para marcas feitas por pessoas e para pessoas. Por isso, chamo de possíveis caminhos, o que proponho como sendo a reinvenção das agências.

Adequar o modelo de negócio de acordo com o modelo de mercado:

Não dá pra aplicar os padrões de um mercado grande aos mercados médios e pequenos. A flexibilidade se faz necessária na adequação à realidade das regiões. Estude o mercado no nordeste brasileiro e entenda o precipício que existe entre este e os mercados do sudeste. Ao contrário do que se pensa, o mercado não segue uma lógica. A inovação como modelo de administração trabalha justamente nesse sentido. Criar modelos inteligentes. Exemplo disso é a constante ida de estruturas de agências para o nordeste a procura de mão-de-obra barata para poder operacionalizar e oferecer preços menores no sudeste. Isso é assumir que há uma diferença gritante de viabilidade e de custos entre as regiões. Porém, é uma forma covarde de se ganhar com essa diversidade.

Os publicitários precisam entender de uma vez por todas que são parte do DNA das marcas para as quais eles criam:

Eu gero valor para as marcas. Logo, eu sou o valor dessas marcas. O desaparecimento do conceito de publicidade e o surgimento cada vez mais nítido do conceito de branding, onde a agência está contida no processo para se gerar valor à marca, diz respeito a isso. A consistência do discurso das marcas passa pelo abraço de todos que trabalham para elas. Simples pra entender, difícil de praticar. O job deve acabar. Os projetos devem nascer. Se eu faço parte de um projeto, preciso entender a essência. É preciso acabar com as pastas e com o sentimento de se livrar de algo que te deram pra fazer. Os projetos devem fornecer soluções. Vamos ser agências de soluções e resolver problemas com inovação e criatividade.

O tão sonhado propósito:

Por muito tempo o propósito das agências, nada tinha a ver co o propósito das marcas para quem elas trabalhavam. Isso precisa mudar. Um exemplo desse pensamento é a Mandalah de São Paulo. Eles não se definem como agência, e de fato passam longe de uma. Mas alinham o propósito da empresa com os propósitos das marcas presentes na carteira deles. O que não impede que cada um que faça parte da empresa também alinhe o seu propósito de vida. Essa é a questão do fato de cada vez mais os profissionais estarem incomodados com suas funções e o cotidiano nas agências. Todos precisam de um propósito para viver e trabalhar.

O caminho que as agências devem tomar passa por aliar o desenvolvimentos dos modelos ao desenvolvimento do ser humano que faz a agência. Essa é a sinergia que deve reger a área da comunicação.

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

 

O COMEÇO DAS IDEIAS

Vamos publicar aqui alguns artigos interessantes sobre o mercado publicitário, marketing e marcas, conteúdos que contribuirão para uma discussão ou reflexão sobre assuntos atuais e relevantes. Leiam, comentem, deixem sugestões e sejam bem-vindos ao espaço das nossas e suas ideias.