Entenda por que você deveria estar usando narrativas

Há alguns anos, profissionais de marketing e comunicação começaram a falar de uma ferramenta que parecia ser milagrosa, o storytelling. Em inglês, o termo significa simplesmente narrativa, ou seja, contar histórias. “Espera aí. Mas como isso pode ser tão revolucionário se o homem conta histórias desde sempre?” É que a forma de fazer isso e os meios de comunicação mudaram, e não dá para ignorar esse fato.

Primeiramente, é preciso entender que os consumidores mudaram. Mais exigentes, menos pacientes e afogados em volumes de informações cada vez maiores, eles já não se satisfazem apenas com um produto de qualidade. Em tempos de comunicação digital, tribos e de relações “líquidas”, como diria o filósofo polonês Zygmunt Bauman, as pessoas buscam intensidade e isso também vale para as empresas.

É aí que entra o novo storytelling, que seria “a utilização de elementos das tramas (plots) no desenvolvimento do planejamento e da realização das ações de comunicação, com a determinação clara de papéis e roteiros a serem desenvolvidos pelos personagens”, de acordo com os pesquisadores da comunicação Kleber Carrilho e Kleber Marcus.

Ainda não entendeu? Calma aí

Thiago Garcia: Storytelling propõe perspectiva diferente

Thiago Garcia: Storytelling propõe perspectiva diferente

Quando você conta uma história que seria divertida e interessante por si só, seu conteúdo tem qualidade. Ao pensar nisso como uma ferramenta de comunicação, você aproveita todo esse potencial para fortalecer uma marca. Ou seja, ganham o consumidor, que tem uma experiência diferente, e a organização.

Para o diretor de criação da KKi, Thiago Garcia, utilizar histórias reais, com os próprios consumidores contando suas experiências na comunicação aproxima as empresas dos clientes em potencial, com uma relação mais humana. “Nessa realidade em que as pessoas fogem de anúncios na Internet, com adblocks, mudam de canal na TV ou simplesmente ignoram esse tipo de mensagem, oferecer uma perspectiva diferente é bastante importante e o storytelling propõe exatamente isso”, explica.

Nos tempos de hoje, nos quais informações circulam quase que instantaneamente, essas ações costumam resultar em um fenômeno que profissionais de comunicação e marketing digital perseguem avidamente: viralização. Sabendo disso, não deixe de contar suas histórias.

Veja alguns exemplos:

Heineken

Vivo

Open Doors

Conheça o portfólio da KKi

Para saber mais:

CARRILHO, Kleber; MARKUS, Kleber. Narrativas na construção de marcas:  storytelling e a comunicação de marketing. Organicom. Número 20. 1º semestre 2014. http://www.revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/695/543

ABERJE. Fernando Palacios: Storytelling é a melhor forma de personificar a marca em um personagem. http://www.aberje.com.br/fernando-palacios-storytelling-e-a-melhor-forma-de-personificar-a-marca-em-um-personagem/

Marketing de conteúdo: o impulso que faltava para sua empresa

Seus clientes têm sido bombardeados com informações. Uma pesquisa realizada pelo The Global Information Industry Center indicou que o volume recebido por consumidores diariamente seria equivalente a 34 GB, enquanto a capacidade total de armazenamento do cérebro humano seria de apenas 1 GB. São milhares de fotos, textos e vídeos a todo instante.

De olho nesses números, empresas estão buscando opções mais segmentadas e com potencial maior para trazer retorno tanto para suas marcas quanto para a venda de produtos e serviços. É aí que surge o Marketing de Conteúdo (Content Marketing, em inglês), que é a produção de conteúdo de qualidade como forma de fortalecer a imagem da organização e ganhar credibilidade.

Embora não seja uma técnica nova, já que empresas sempre se comunicaram diretamente com seus clientes, uma novo horizonte tem se apresentado com a expansão da comunicação digital. Enquanto, no passado, havia uma dependência da imprensa e de anúncios publicitários, atualmente, ferramentas como sites, blogs, distribuição de e-books e mídias sociais têm sido cada vez mais utilizadas.

De olho nessa tendência, a KKi Indústria Criativa investiu em pessoal para oferecer esse tipo de serviço a seus clientes. Segundo o diretor de criação, Thiago Garcia, “o marketing de conteúdo oferece às empresas a possibilidade de trabalhar a comunicação de forma bem segmentada, com retorno rápido e investimentos menores”.

Poucas empresas têm uma estratégia bem definida

Um estudo sobre Content Marketing no Brasil realizado pela consultoria Tracto com mais de 1.300 profissionais de comunicação e marketing do país indicou que apenas uma em cada quatro empresas desenvolve um trabalho consistente, com uma estratégia bem definida e resultados mensurados. Sendo assim, não se desespere, caso você ainda não esteja desenvolvendo esse tipo de conteúdo. Isso só mostra que você ainda tem uma grande margem para trabalhar a comunicação da sua empresa.

O Complexo Educacional Contemporâneo, empresa de educação com 35 anos de existência, tem aproveitado essas oportunidades. Tendo um site atualizado diariamente, uma revista e presença nas mídias sociais Facebook, Twitter, YouTube e Instagram, o Contemporâneo ainda tem apostado em matérias publicadas no site da Tribuna do Norte Online (clique aqui para ver um exemplo), tudo isso buscando estar cada vez mais próximo de seus diversos públicos.

A escola de inglês Open Doors também tem investido nessa abordagem e o diretor administrativo, José Hamilton, diz que pretende utilizar ainda mais esses canais. “Temos percebido um engajamento maior com o público e isso vai além do que oferece a publicidade. Temos mais comentários, compartilhamentos e, por esse poder de viralização, o retorno pode ser bem maior, se comparado a um anúncio comum. É até mais democrático, porque somos nós que decidimos quanto vamos investir”, avalia.

Outra empresa que tem alavancado sua comunicação com o marketing de conteúdo é a Cyrela Plano&Plano. Recentemente, em parceria com a KKi, o grupo do ramo imobiliário publicou uma série de artigos no site do G1. Além disso, conta com mais de 40 mil fãs no Facebook e com um blog onde publica artigos sobre os mais diversos temas, como forma de fortalecer o relacionamento com seus públicos de interesse.

Não fique para trás

Se você ainda não explora todas as possibilidades do marketing de conteúdo, talvez a comunicação da sua empresa esteja sendo menos eficaz do que poderia. É que as organizações com uma noção mais complexa sobre essa abordagem tendem a obter resultados melhores, de acordo com a pesquisa da Tracto já mencionada neste artigo.

O sociólogo espanhol Manuel Castells diz, em seu livro A Sociedade em Rede, que há dois tipos de organizações: as que se adaptam às mudanças de forma dinâmica, sempre se atualizando conforme as tendências, e aquelas mais rígidas, que fazem de seus sistemas e métodos o principal objetivo organizacional.

Para Castells, que é professor de comunicação na Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos) e Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), as do primeiro tipo são empresas e outras são burocracias. Você quer ter uma empresa ou uma burocracia? Então é melhor estar
atento às mudanças para não ficar para trás.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

 

 

Fontes:

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede: A Era da Informação. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1567/739 (em inglês)

http://tracto.net.br/download/Content_Marketing_no_Brasil_2016.pdf

 

Pedro Miguel é jornalista pela UFRN e mestre em Gestão da Comunicação pelo Celsa – Paris-Sorbonne (França).

BRANDING PARA TODOS OS TAMANHOS DE EMPRESA

Sempre que abordo o tema branding em sala de aula, palestras, workshops ou cursos, a dúvida que mais surge é sobre a influência do tamanho da empresa para a implementação do processo de gestão da marca.

Sempre respondo que não importa o tamanho. É possível criar, implementar e controlar as ações para engrandecimento da marca, seja ela qual for e independente do tamanho da empresa. E completo, na maioria das vezes, dizendo que é um mito achar que empresa pequena não precisa fazer branding. Pelo contrário, quanto menor a empresa, mais fácil de se controlar o processo, mais consistência será alcançada e de acordo com o amadurecimento e crescimento, a percepção sobre o que é branding para todos os envolvidos também irá amadurecer e cada vez mais, fazer parte do pensamento e cultura da marca.

Porém, vivemos uma realidade em que a maioria das micro, minúsculas, pequenas, médias e até mesmo grandes empresas não exercitam o pensamento de branding desde o nascimento da marca. O que nos leva a imaginar, também, que na maioria dos casos, o branding irá ser pensado e implementado no meio do ciclo de vida dessas empresas, por necessidade.

E para essa maioria dos casos, o que importa é voltar a atenção e pensamento para o começo de tudo. Se não existir um conhecimento coletivo, entre todos os públicos estratégicos sobre quem é a marca, seu DNA, essência e posicionamento claro, mesmo que pequena, a empresa tem um sério problema.

É cultural, no Brasil, muitas e muitas empresas nascem com uma preocupação emergencial de se pagar, lucrar ou ter resultados positivos. E por isso, não existe a preocupação com outras questões fundamentais, muitas intangíveis inicialmente, mas que serão parte importante do ativo da marca no futuro. Marca não ganha força apenas com lucro. A percepção sobre o valor da marca pouco tem a ver com a receita da empresa ou com os seus ativos tangíveis atuais. É uma construção que demanda tempo, atenção, paciência e engajamento de todos os envolvidos e interessados. Principalmente fundadores e diretoria.

Vá para o divã

Por menor que seja, se a empresa para qual irá trabalhar gerenciando a marca não se conhece, o primeiro passo é uma análise profunda que deve partir da memória e história desde a fundação, desde o início de tudo. Uma imersão total no DNA, para criação de uma percepção clara da essência e consequente fortalecimento da identidade.

Engajamento real e coletivo

É muito importante que todos passem a ter a consciência coletiva sobre os resultados do estudo do DNA da marca, ou seja, quando a empresa se conhecer bem deve fazer com que todos os envolvidos interna e externamente também saibam quem ela é. A sinergia em torno das ações que a gestão da marca criará, só existirá com o envolvimento de corpo e alma das pessoas. Não se trata apenas de motivar de tempos em tempos, esperando resultados imediatos. É preciso criar um relacionamento realmente sólido fazendo com que todos vivam as experiências da marca.

Consistência e controle

Conversar em mesmo tom e com total coerência através de todos os pontos de contato e se relacionar de maneira transparente e verdadeira com todos os públicos estratégicos são as formas de se criar consistência real de acordo com a essência e o posicionamento da marca. Para isso ocorrer é preciso total controle das ações, das conversas e dos processos.

A partir desses três aspectos básicos do processo de branding, não importará o tamanho e o tempo de vida da empresa para que seja possível implementar de maneira sistemática ações para gerar valor e fortalecer a marca. As gigantes fazem muito bem isso. Por que não seria possível para as pequenas também? Basta começar, agora!

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação