Marketing de conteúdo: o impulso que faltava para sua empresa

Seus clientes têm sido bombardeados com informações. Uma pesquisa realizada pelo The Global Information Industry Center indicou que o volume recebido por consumidores diariamente seria equivalente a 34 GB, enquanto a capacidade total de armazenamento do cérebro humano seria de apenas 1 GB. São milhares de fotos, textos e vídeos a todo instante.

De olho nesses números, empresas estão buscando opções mais segmentadas e com potencial maior para trazer retorno tanto para suas marcas quanto para a venda de produtos e serviços. É aí que surge o Marketing de Conteúdo (Content Marketing, em inglês), que é a produção de conteúdo de qualidade como forma de fortalecer a imagem da organização e ganhar credibilidade.

Embora não seja uma técnica nova, já que empresas sempre se comunicaram diretamente com seus clientes, uma novo horizonte tem se apresentado com a expansão da comunicação digital. Enquanto, no passado, havia uma dependência da imprensa e de anúncios publicitários, atualmente, ferramentas como sites, blogs, distribuição de e-books e mídias sociais têm sido cada vez mais utilizadas.

De olho nessa tendência, a KKi Indústria Criativa investiu em pessoal para oferecer esse tipo de serviço a seus clientes. Segundo o diretor de criação, Thiago Garcia, “o marketing de conteúdo oferece às empresas a possibilidade de trabalhar a comunicação de forma bem segmentada, com retorno rápido e investimentos menores”.

Poucas empresas têm uma estratégia bem definida

Um estudo sobre Content Marketing no Brasil realizado pela consultoria Tracto com mais de 1.300 profissionais de comunicação e marketing do país indicou que apenas uma em cada quatro empresas desenvolve um trabalho consistente, com uma estratégia bem definida e resultados mensurados. Sendo assim, não se desespere, caso você ainda não esteja desenvolvendo esse tipo de conteúdo. Isso só mostra que você ainda tem uma grande margem para trabalhar a comunicação da sua empresa.

O Complexo Educacional Contemporâneo, empresa de educação com 35 anos de existência, tem aproveitado essas oportunidades. Tendo um site atualizado diariamente, uma revista e presença nas mídias sociais Facebook, Twitter, YouTube e Instagram, o Contemporâneo ainda tem apostado em matérias publicadas no site da Tribuna do Norte Online (clique aqui para ver um exemplo), tudo isso buscando estar cada vez mais próximo de seus diversos públicos.

A escola de inglês Open Doors também tem investido nessa abordagem e o diretor administrativo, José Hamilton, diz que pretende utilizar ainda mais esses canais. “Temos percebido um engajamento maior com o público e isso vai além do que oferece a publicidade. Temos mais comentários, compartilhamentos e, por esse poder de viralização, o retorno pode ser bem maior, se comparado a um anúncio comum. É até mais democrático, porque somos nós que decidimos quanto vamos investir”, avalia.

Outra empresa que tem alavancado sua comunicação com o marketing de conteúdo é a Cyrela Plano&Plano. Recentemente, em parceria com a KKi, o grupo do ramo imobiliário publicou uma série de artigos no site do G1. Além disso, conta com mais de 40 mil fãs no Facebook e com um blog onde publica artigos sobre os mais diversos temas, como forma de fortalecer o relacionamento com seus públicos de interesse.

Não fique para trás

Se você ainda não explora todas as possibilidades do marketing de conteúdo, talvez a comunicação da sua empresa esteja sendo menos eficaz do que poderia. É que as organizações com uma noção mais complexa sobre essa abordagem tendem a obter resultados melhores, de acordo com a pesquisa da Tracto já mencionada neste artigo.

O sociólogo espanhol Manuel Castells diz, em seu livro A Sociedade em Rede, que há dois tipos de organizações: as que se adaptam às mudanças de forma dinâmica, sempre se atualizando conforme as tendências, e aquelas mais rígidas, que fazem de seus sistemas e métodos o principal objetivo organizacional.

Para Castells, que é professor de comunicação na Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos) e Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), as do primeiro tipo são empresas e outras são burocracias. Você quer ter uma empresa ou uma burocracia? Então é melhor estar
atento às mudanças para não ficar para trás.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

 

 

Fontes:

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede: A Era da Informação. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1567/739 (em inglês)

http://tracto.net.br/download/Content_Marketing_no_Brasil_2016.pdf

 

Pedro Miguel é jornalista pela UFRN e mestre em Gestão da Comunicação pelo Celsa – Paris-Sorbonne (França).

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