A NOVA COMUNICAÇÃO E A CRIAÇÃO DE CONTEÚDOS

As redes sociais, os aplicativos e as novas formas de se comunicar estão mudando o desenvolvimento da humanidade. Tudo agora é mais rápido e o mesmo assunto pode chegar até a sua audiência usando variados tipos de mídias que podem se complementar. As grandes marcas com suas grandes campanhas em mídias segmentadas estão aí como exemplo.

Mas para que esse tipo de campanha funcione é necessário que a agência pense como a audiência, faça uso dos mesmos aplicativos e entenda as características das ferramentas que vão surgindo de forma tão rápida e que vêm dominando nos últimos anos em relação às mídias convencionais. Tudo ao mesmo tempo.

Para fazer o uso certo e interpretar cada nova plataforma criando relações duradouras das marcas com seus públicos, é importante se organizar internamente para pensar sobre qual é o formato certo para comunicar e chegar a um grupo específico.

Plataformas como Snapchat, Periscope, Tinder e até o popular WhattsApp estão sendo usados com mais frequência e agora de forma mais segura. Cuidando do conteúdo e escolhendo com critérios a mídia para atingir o público, a possibilidade de erro estratégico é menor. Afinal, se as plataformas têm papel importante na vida das pessoas, é necessário utilizar e ajudar a marca a fazer parte dessa cultura.

A KKi Indústria Criativa está trabalhando para ser cada vez mais MULTI, assim sua marca pode estar na mídia certa e adequada ao que seu público consome.

A marca mais poderosa de 2015

Se você está pensando na Apple ou na Coca-Cola, saiba que está enganado! A marca mais poderosa de 2015 (pesquisa feita pela consultoria Brand Finance) é a dinamarquesa Lego. Isso mesmo! Aquele brinquedo super bacana de montar é a empresa mais poderosa de 2015.

Segundo a Brand Finance, o universo infantil está sobrecarregado de tecnologia e a Lego é um ótimo brinquedo para ir contra essa onda. Uma oportunidade para que as crianças construam seu próprio universo com as mãos e além disso ainda existe a nostalgia em torno do brinquedo, afinal, os pais também brincaram com um Lego algum dia!

Outra possibilidade do sucesso está em torno do longa “Uma Aventura Lego”, que uniu pais e filhos em salas de cinema de todo mundo. O filme foi lançado ainda em 2014.

Isso sem mencionar que o brinquedo excepcionalmente criativo e envolvente, e isso em um mundo saturado de tecnologia a Lego tornar-se um grande atrativo para os pais e as crianças.

É interessante mencionar que para avaliar o poder das marcas, a consultoria levou em contra lealdade com o consumidor, familiaridade, satisfação pessoal e a reputação corporativa legal. O resultado é um índice de força, que varia de zero a 100. O poder de uma marca é apenas uma avaliação de análise da Brand Finance. Existem ainda outras listas, como as marcas que mais crescem, que mais faturaram e que mais se destacaram.

Acessa o site e confere http://link.kki.com.br/1KVa1W4

5 filmes que todo publicitário deveria assistir

Sempre existe aquela máxima de que todo publicitário ama artes. E olha só, é super verdade! Adoramos a arte e se for a sétima então, a gente se joga! E tem gosto para todo tipo, tem o diretor de arte que ama um longa francês, tem aquela mídia que não perde uma comédia romântica, o arte final com seus suspenses estranhíssimos … mas independente de gosto, adoramos qualquer filme que fale sobre a nossa profissão. Por isso listamos cinco filmes que dialogam com o universo do marketing e da publicidade.

NO

No conta a história do plebiscito que, em 1988, pôs fim a uma ditadura de 15 anos imposta por Augusto Pinochet. Baseado na peça do escritor chileno Antonio Skármeta, El plebiscito, No conta a história de René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um exilado que volta ao chile e vai trabalhar como publicitário a serviço da campanha “Não”, que tem como objetivo influenciar o eleitorado a votar contra a permanência de Augusto Pinochet no poder durante um referendo, feito sob pressão internacional, pelo próprio ditador. Com poucos recursos e sob constante vigilância por homens de Pinochet, ele concebeu um ousado plano para ganhar o referendo.

A REDE SOCIAL

Quantas vezes você já acessou o Facebook hoje? Quantas vezes você já soltou um “me adiciona no Face” ou “Tu viu, o Rodrigo postou no facebook ontem”. Bem, esse filme conta a história dessa rede. Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional.

O SHOW DE TRUMAN

Até onde vai o poder da mídia? Até onde podemos passar ilesos por ela? Pacato vendedor de seguros (Jim Carrey) tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é o astro, desde que nasceu, de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência.

OBRIGADO POR FUMAR!

Um clássico da persuassão e das consequência de uma escolha – um tanto quanto errada -, nesse filme podemos refletir até onde a ética é válida em tempos de publicidade e capitalismo. Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarros, ganhando a vida defendendo os direitos dos fumantes nos Estados Unidos. Desafiado pelos vigilantes da saúde e também por um senador oportunista, Ortolan K. Finistirre (William H. Macy), que deseja colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick passa a manipular informações de forma a diminuir os riscos do cigarro em programas de TV. Além disto Nick conta com a ajuda de Jeff Megall (Rob Lowe), um poderoso agente de Hollywood, para fazer com que o cigarro seja promovido nos filmes. Sua fama faz com que Nick atraia a atenção dos principais chefes da indústria do tabaco e também de Heather Holloway (Katie Holmes), a repórter de um jornal de Washington que deseja investigá-lo. Nick repetidamente diz que trabalha apenas para pagar as contas, mas a atenção cada vez maior que seu filho Joey (Cameron Bright) dá ao seu trabalho começa a preocupá-lo.

O ABUTRE

Um olhar crítico e bastante ácido sobre a TV. O Abutre nos passa uma ideia pertubadora, o filme tenta colocar o sensacionalismo midiático dentro da perspectiva do “uber-capitalism” (ou “hiper-capitalismo”): “o hiper-final do mercado livre”, nas palavras do diretor, em que as pessoas acreditam no que fazem e são recompensadas por isso, sem culpa ou ressentimentos. Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) é um jovem determinado e desesperado por trabalho que descobre o mundo em alta velocidade do jornalismo sensacionalista em Los Angeles. Ao encontrar equipes de filmagem freelances à caça de acidentes, incêndios, assassinatos e outras desgraças, Lou entra no reino perigoso e predatório dos nightcrawlings – as minhocas que só saem da terra à noite.

Entenda a importância de ser MULTI

Um dia nossos pais sentaram em frente a TV, depois de um dia de trabalho, eles certamente buscavam se informar e se entreter. Bem, nós continuamos chegando em casa querendo informações e entretenimento. A diferença é que podemos escolher quando, onde e como iremos ter essa informação.

A internet mudou nosso comportamento, a comunicação avançou e a publicidade precisou renovar-se para poder alcançar o seu target. As campanhas agora são acompanhadas de siglas diferentes (como CRM e ADS), a mídia passou do combo TV + rádio + outdoor, para TV + rádio + hotsite + redes sociais + mail marketing.

Uma nova era começou, mais ampla, mais interativa e dinâmica. Sua empresa está preparada para esse novo mercado? Baixe nosso E-Book “O Futuro chegou. E ele é MULTI“, entenda sobre essa nova comunicação e nos procure para um papo.

Será bem bacana apresentar sua empresa às novas mudanças!

O BOM ATENDIMENTO É O VERDADEIRO DIFERENCIAL NO MERCADO

Eu evito falar sobre a propaganda e as agências de forma departamentalizada. Sempre considerei que o processo não passa por departamentos e sim por pessoas e equipes, é a busca pela tão sonhada e falada sinergia. Departamentos, na maioria dos casos, são fechados, não nas suas estruturas físicas e sim nas suas significações. Já as pessoas e suas mentes, devem ser abertas. A integração não é mais característica que diferencia as empresas de comunicação e sim uma necessidade em um tempo de total dinamismo e conteúdos cada vez mais interdisciplinares. Oferecer solução hoje é resultado de uma mistura profunda de conhecimentos, habilidades e experiências dos envolvidos, do lado de cá e do lado de lá.

Mas há uma peça importante que mantém o equilíbrio entre os lados. Não é a única responsável, mas é a peça de ignição de um motor que, se bem ajustado, funcionará perfeitamente do começo ao fim da jornada criativa. Estou me referindo ao atendimento, uma importante sinapse de um sistema complexo e cheio de relacionamentos delicados entre marca e agência. O atendimento não deve ser uma pessoa e sim uma forma de se conectar as coisas. O DNA do bom atendimento deve estar em toda a equipe, em todas as pessoas que fazem parte do projeto.

O começo não é o brief, nunca foi e nunca será. E também não é o “problema”, como muitos dizem. O começo é entender. E para entender tem que viver, imergir, sentir e respirar a marca para qual você vai trabalhar.

Vamos concordar que colocar um problema e tudo o que ele envolve em um documento de papel, ou num pedido interno de trabalho é complicado e desnecessariamente cansativo. O briefing é a seleção e filtro de dados importantes. Mesmo assim, essa triagem do que é importante ou não é muito subjetiva para cada integrante de uma equipe. Portanto, antes, esqueça os modelos de brief, esqueça o briefing, esqueça o papel e pasta de job.

Depois, lembre-se de que quem atende é o “atendimento”, mas quem faz o atendimento são todos. Não quero complicar, é simples, o profissional de atendimento é responsável pela conexão do pensamento que vai solucionar um problema. Todos os outros envolvidos deverão ser responsáveis em manter viva essa conexão e dependerá de cada um coletar e compartilhar informações complementares para o andamento do processo. Ou seja, o atendimento nunca acaba no “atendimento”.

É importante deixar bem claro que a marca e seus responsáveis, tem a obrigação de fazer com que sua essência seja transmitida e percebida para todos os seus públicos estratégicos. Isso é um princípio do branding. O que quero levantar é a necessidade de consciência que as agências precisam ter exatamente em relação a isso. É preciso construir essa percepção, se ainda não existe e de maneira clara, em conjunto.

Os melhores modelos de atendimento que conheço são aqueles que conseguem criar a maior percepção coletiva possível sobre a marca. E isso sempre depende da capacidade das pessoas compartilharem a essência das marcas para as quais trabalham. Mas são poucos. Por toda a minha experiência com propaganda ouvi e ouço mais queixas sobre atendimento. Poucas sobre criação, planejamento ou estratégias de mídia. A reclamação mais constante é aquela do atendimento ausente. Aquele atendimento da visita apenas para o café. O atendimento vendedor de plano de mídia.

Atender não é fazer briefing. Perceba o modo que sua agência atende. Avalie, repense seu modelo. Aproxime todas as pessoas das marcas. Das pessoas das marcas.

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

BRANDING PARA TODOS OS TAMANHOS DE EMPRESA

Sempre que abordo o tema branding em sala de aula, palestras, workshops ou cursos, a dúvida que mais surge é sobre a influência do tamanho da empresa para a implementação do processo de gestão da marca.

Sempre respondo que não importa o tamanho. É possível criar, implementar e controlar as ações para engrandecimento da marca, seja ela qual for e independente do tamanho da empresa. E completo, na maioria das vezes, dizendo que é um mito achar que empresa pequena não precisa fazer branding. Pelo contrário, quanto menor a empresa, mais fácil de se controlar o processo, mais consistência será alcançada e de acordo com o amadurecimento e crescimento, a percepção sobre o que é branding para todos os envolvidos também irá amadurecer e cada vez mais, fazer parte do pensamento e cultura da marca.

Porém, vivemos uma realidade em que a maioria das micro, minúsculas, pequenas, médias e até mesmo grandes empresas não exercitam o pensamento de branding desde o nascimento da marca. O que nos leva a imaginar, também, que na maioria dos casos, o branding irá ser pensado e implementado no meio do ciclo de vida dessas empresas, por necessidade.

E para essa maioria dos casos, o que importa é voltar a atenção e pensamento para o começo de tudo. Se não existir um conhecimento coletivo, entre todos os públicos estratégicos sobre quem é a marca, seu DNA, essência e posicionamento claro, mesmo que pequena, a empresa tem um sério problema.

É cultural, no Brasil, muitas e muitas empresas nascem com uma preocupação emergencial de se pagar, lucrar ou ter resultados positivos. E por isso, não existe a preocupação com outras questões fundamentais, muitas intangíveis inicialmente, mas que serão parte importante do ativo da marca no futuro. Marca não ganha força apenas com lucro. A percepção sobre o valor da marca pouco tem a ver com a receita da empresa ou com os seus ativos tangíveis atuais. É uma construção que demanda tempo, atenção, paciência e engajamento de todos os envolvidos e interessados. Principalmente fundadores e diretoria.

Vá para o divã

Por menor que seja, se a empresa para qual irá trabalhar gerenciando a marca não se conhece, o primeiro passo é uma análise profunda que deve partir da memória e história desde a fundação, desde o início de tudo. Uma imersão total no DNA, para criação de uma percepção clara da essência e consequente fortalecimento da identidade.

Engajamento real e coletivo

É muito importante que todos passem a ter a consciência coletiva sobre os resultados do estudo do DNA da marca, ou seja, quando a empresa se conhecer bem deve fazer com que todos os envolvidos interna e externamente também saibam quem ela é. A sinergia em torno das ações que a gestão da marca criará, só existirá com o envolvimento de corpo e alma das pessoas. Não se trata apenas de motivar de tempos em tempos, esperando resultados imediatos. É preciso criar um relacionamento realmente sólido fazendo com que todos vivam as experiências da marca.

Consistência e controle

Conversar em mesmo tom e com total coerência através de todos os pontos de contato e se relacionar de maneira transparente e verdadeira com todos os públicos estratégicos são as formas de se criar consistência real de acordo com a essência e o posicionamento da marca. Para isso ocorrer é preciso total controle das ações, das conversas e dos processos.

A partir desses três aspectos básicos do processo de branding, não importará o tamanho e o tempo de vida da empresa para que seja possível implementar de maneira sistemática ações para gerar valor e fortalecer a marca. As gigantes fazem muito bem isso. Por que não seria possível para as pequenas também? Basta começar, agora!

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

CRIANDO SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO

 

Houston, temos um problema. Ótimo, vamos criar!

É comum ouvirmos de equipes, duplas ou profissionais de criação, principalmente no começo da suas experiências no mercado, a frase “travei, não estou conseguindo criar”. É comum, mas inaceitável em um tempo com tanto desenvolvimento das técnicas e ferramentas que auxiliam na construção de ideias em comunicação. Não vou nem entrar no assunto “prazo” para não perder muito tempo, pois temos pouco. Entendo que o prazo, curto ou longo, faça parte do desafio, entra no projeto.

Por muitas vezes o que falta para criar com qualidade está mais claro do que essas pessoas imaginam. O que falta é entender melhor justamente o que deu vida para o job: o problema.

A criação sempre vai começar e terminar com um problema, em todos os sentidos da expressão. Independente da técnica, maneira, jeito ou estilo criativo, o profissional só pode avançar para a solução se entender completamente o problema para o qual ele irá propor uma solução. E entender o que é “entender” é fundamental.

Uma marca ter um problema não é necessariamente algo ruim, o fim do mundo, algo que vai fechar ou destruir o negócio. Lançar um produto, por exemplo, gera o problema de que as pessoas não conhecem o lançamento e a solução para isso, em propaganda, é uma campanha de lançamento. Portanto, antes é preciso desmistificar o termo “problema”. É mais um item da lógica do diagnóstico. Você estuda os cenários, entende e interpreta o diagnóstico e define objetivos e soluções.

Se o briefing não ficou claro, levanta e corre atrás

Jogar a culpa no briefing ou no atendimento é coisa dos anos 90. É importante se envolver no processo, independente de para qual parte você irá contribuir. Se algo não ficou claro na confecção do resumo que irá nortear a criação, pode levantar e ir atrás, não é proibido. Faz bem para reforçar o seu envolvimento no trabalho.

Entender não é apenas ler e interpretar

Para que haja total imersão em um problema, é necessário experimentá-lo, vivê-lo, sentir na pele, sempre que possível. É das experiências de uso ou das sensações de se viver algo que saem as verdadeiras boas ideias. Sou a favor do contato físico, pegar, rasgar, comer, amassar, entrar, são ações que fazem parte da criação de uma campanha ou peça.

Entregar solução é ir até o fim ou além do processo de conversão

A ideia que você propôs como sendo a solução, vendeu? Entregou o que para o público estratégico do objetivo? É necessário evitar o sentimento de se livrar de um projeto ou trabalho e ir além. Acompanhar até o fim, aferir, entender o que aconteceu, onde errou, onde acertou e usar isso a favor de outros trabalhos.

Diariamente somos forçados a continuar pensando dentro da caixa, por mais que exista uma vontade, uma necessidade gigante de sair dela. Sair da caixa envolve o esforço de levar junto o cliente, o atendimento, o planejamento, todos envolvidos no projeto. O segredo é descobrir que é sim possível trabalhar oferecendo algo bacana, também de dentro da caixa. Ou o meio termo. Um pé dentro e outro fora, de repente.

Uma ferramenta interessante que pode funcionar e fornecer um termômetro antes de investirmos tempo e energia em uma criação, é a apresentação intermediária da campanha – chamo de AFINANDO O PROBLEMA CRIATIVO. Ou seja, antes de apresentar a proposta final, encontre possibilidades de mostrar algo consistente, que não seja o todo, para alguns envolvidos no processo como o diretor de atendimento, o diretor de planejamento, o gerente de marketing e algum representante do grupo de clientes. Coletando resultados intermediários que possam somar e enriquecer a continuidade e por consequência da maior capacidade de oferecer a solução correta, coerente com o problema.
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O importante é se envolver e realmente fazer parte da solução. Tenho visto mais e mais profissionais de cadeira. Aqueles que ficam sentados na agência apenas recebendo briefing, executando e despachando, de maneira bem burocrática. Isso tem feito mal, a eles e para a propaganda. É preciso voltar a ter o prazer em criar, em participar, em ver o trabalho indo pra rua, vê-lo na rua e ficar louco para que outros trabalhos cheguem logo, com problemas e desafios novos.

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

OS POSSÍVEIS CAMINHOS PARA A REINVENÇÃO DAS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE.

 

Por que os profissionais que fazem a publicidade estão cada vez mais incomodados com a forma que o ofício vem tomando?

 

É um assunto polêmico. Com opiniões vindas de todos os lados. Mas é uma certeza, não mais para um futuro e sim para um presente, para o hoje e para todos nós do mercado de comunicação. Não vou limitar o assunto ou opinião ao mercado das agências. É necessário estender a todos os participantes do processo. É para o marketing. Para o marketing moderno.

Antes, uma correção de percepção. Não é a atividade, ou mesmo as atividades das agências de publicidade que precisam mudar e serem reinventadas. Vamos simplificar tudo, ora, agências trabalham criando para os valores das marcas. Dando forma, design, expressando a mensagem delas. Ponto. Não se trata mais de publicidade. Precisamos entender qual é o produto comercializado e para quem as agências estão trabalhando. Agência não deve viver de veiculação, produção e comissão. Só assim vamos poder inclusive precificar melhor nosso trabalho. Também precisamos procurar as falhas no modelo de negócio. E por fim, reeducar quem trabalha no setor.

Amir Kassaei, diretor global de criação da DDB Worldwide, disse em artigo recente para a revista Creativity que para consertar o modelo das agências é necessário “Reconhecer que não estamos no negócio da publicidade, redefinir criatividade e capturar e saber usar a inteligência de dados.“ Resumindo, ele diz que a relevância da comunicação das marcas, a criatividade em forma de soluções realmente inovadoras e as possibilidades maximizadas pela disponibilização dos dados são, na visão dele, os três principais pontos a serem corrigidos no modelo de negócio falho que se tornou a publicidade.

Mas, para mim, não é suficiente para reinventar o negócio. E o título do artigo, reproduzido pelo portal Meio & Mensagem entrega o porquê. Ele diz “Como consertar o modelo das agências”. E consertar, não é reinventar. Mudar apenas partes do todo que é o negócio, nesse caso, é como dar asas aos carros no processo de produção e continuar com especialistas em pneus.

Ainda continuamos formando diretores de arte, redatores, “planners”, executivos de conta, atendimento e todos os demais integrantes do modelo excessivamente departamentalizado que se tornou a agência de publicidade. Em alguns centros ouvimos e lemos nomes bonitos como “Head of Art” e outros seguindo aquela velha mania de melhorar a estética sem melhorar o conteúdo e a função. Mas quem são esses meninos e meninas ávidos por prêmios e que ainda, mesmo com toda a dinâmica atual do setor, não perceberam que estão ali para incorporar e viver o DNA das marcas para as quais eles trabalham e não montar portfólio, acumular leões e saltar de agência em agência escalando o mercado.

Eu simplifico, mais uma vez, a percepção de como é feito o trabalho de uma agência. São pessoas, trabalhando para marcas feitas por pessoas e para pessoas. Por isso, chamo de possíveis caminhos, o que proponho como sendo a reinvenção das agências.

Adequar o modelo de negócio de acordo com o modelo de mercado:

Não dá pra aplicar os padrões de um mercado grande aos mercados médios e pequenos. A flexibilidade se faz necessária na adequação à realidade das regiões. Estude o mercado no nordeste brasileiro e entenda o precipício que existe entre este e os mercados do sudeste. Ao contrário do que se pensa, o mercado não segue uma lógica. A inovação como modelo de administração trabalha justamente nesse sentido. Criar modelos inteligentes. Exemplo disso é a constante ida de estruturas de agências para o nordeste a procura de mão-de-obra barata para poder operacionalizar e oferecer preços menores no sudeste. Isso é assumir que há uma diferença gritante de viabilidade e de custos entre as regiões. Porém, é uma forma covarde de se ganhar com essa diversidade.

Os publicitários precisam entender de uma vez por todas que são parte do DNA das marcas para as quais eles criam:

Eu gero valor para as marcas. Logo, eu sou o valor dessas marcas. O desaparecimento do conceito de publicidade e o surgimento cada vez mais nítido do conceito de branding, onde a agência está contida no processo para se gerar valor à marca, diz respeito a isso. A consistência do discurso das marcas passa pelo abraço de todos que trabalham para elas. Simples pra entender, difícil de praticar. O job deve acabar. Os projetos devem nascer. Se eu faço parte de um projeto, preciso entender a essência. É preciso acabar com as pastas e com o sentimento de se livrar de algo que te deram pra fazer. Os projetos devem fornecer soluções. Vamos ser agências de soluções e resolver problemas com inovação e criatividade.

O tão sonhado propósito:

Por muito tempo o propósito das agências, nada tinha a ver co o propósito das marcas para quem elas trabalhavam. Isso precisa mudar. Um exemplo desse pensamento é a Mandalah de São Paulo. Eles não se definem como agência, e de fato passam longe de uma. Mas alinham o propósito da empresa com os propósitos das marcas presentes na carteira deles. O que não impede que cada um que faça parte da empresa também alinhe o seu propósito de vida. Essa é a questão do fato de cada vez mais os profissionais estarem incomodados com suas funções e o cotidiano nas agências. Todos precisam de um propósito para viver e trabalhar.

O caminho que as agências devem tomar passa por aliar o desenvolvimentos dos modelos ao desenvolvimento do ser humano que faz a agência. Essa é a sinergia que deve reger a área da comunicação.

Por Thiago Garcia – Diretor de Criação

 

O COMEÇO DAS IDEIAS

Vamos publicar aqui alguns artigos interessantes sobre o mercado publicitário, marketing e marcas, conteúdos que contribuirão para uma discussão ou reflexão sobre assuntos atuais e relevantes. Leiam, comentem, deixem sugestões e sejam bem-vindos ao espaço das nossas e suas ideias.