Fãs ou envolvimento? Saiba o que é mais importante no Facebook

Por Pedro Miguel*

Ter uma página com muitos fãs é sinal de boa presença no Facebook para muitas empresas, que acabam destinando seus recursos humanos e financeiros à obtenção de novos “likes”. Mas será que isso é o suficiente? Não. Também é preciso ter envolvimento, ou seja, conseguir interação com esse público.

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É que o Facebook limita o alcance dos posts com um sistema de relevância, selecionando aquilo que provavelmente vai lhe interessar mais. Se essa mídia social utilizasse a ordem cronológica, você veria uma avalanche com mil publicações por dia na sua linha do tempo, caso tivesse apenas 100 páginas curtidas e 900 amigos realizando uma postagem diária cada um. Devemos lembrar que esses são números bem modestos, inclusive.


Marketing de conteúdo e Storytelling são maneiras eficazes de conseguir envolvimento


Por essa razão, mesmo tendo uma grande quantidade de fãs, você nunca vai alcançar todos (ao menos não gratuitamente). Apenas 10 a 15% do seu público conseguem a ver suas publicações no feed, em média. É aí que entra o envolvimento. Quanto mais curtidas, comentários e compartilhamentos suas publicações geram, mais relevantes elas se tornam e, consequentemente, mais pessoas recebem seu conteúdo.

Então é importante, sim, ter uma grande quantidade de fãs, pois isso amplia sua credibilidade e amplia seu potencial de público. Quanto mais popular você é, mais as pessoas acreditam que existe uma razão para isso e pensam que devem recorrer a você, não é mesmo? Por outro lado, não adianta ter uma base numerosa, se suas publicações não se tornam relevantes. Você pode ter 50 mil fãs e, mesmo assim, ser visto por menos pessoas que uma página com 25 mil e que possui mais envolvimento.

Quer melhorar seus resultados nas mídias sociais? Vem pra KKi.

*Social media da KKi. Formado em jornalismo pela UFRN e mestre em Gestão da Comunicação pelo Celsa – Paris-Sorbonne (França).

Entenda por que você deveria estar usando narrativas

Há alguns anos, profissionais de marketing e comunicação começaram a falar de uma ferramenta que parecia ser milagrosa, o storytelling. Em inglês, o termo significa simplesmente narrativa, ou seja, contar histórias. “Espera aí. Mas como isso pode ser tão revolucionário se o homem conta histórias desde sempre?” É que a forma de fazer isso e os meios de comunicação mudaram, e não dá para ignorar esse fato.

Primeiramente, é preciso entender que os consumidores mudaram. Mais exigentes, menos pacientes e afogados em volumes de informações cada vez maiores, eles já não se satisfazem apenas com um produto de qualidade. Em tempos de comunicação digital, tribos e de relações “líquidas”, como diria o filósofo polonês Zygmunt Bauman, as pessoas buscam intensidade e isso também vale para as empresas.

É aí que entra o novo storytelling, que seria “a utilização de elementos das tramas (plots) no desenvolvimento do planejamento e da realização das ações de comunicação, com a determinação clara de papéis e roteiros a serem desenvolvidos pelos personagens”, de acordo com os pesquisadores da comunicação Kleber Carrilho e Kleber Marcus.

Ainda não entendeu? Calma aí

Thiago Garcia: Storytelling propõe perspectiva diferente

Thiago Garcia: Storytelling propõe perspectiva diferente

Quando você conta uma história que seria divertida e interessante por si só, seu conteúdo tem qualidade. Ao pensar nisso como uma ferramenta de comunicação, você aproveita todo esse potencial para fortalecer uma marca. Ou seja, ganham o consumidor, que tem uma experiência diferente, e a organização.

Para o diretor de criação da KKi, Thiago Garcia, utilizar histórias reais, com os próprios consumidores contando suas experiências na comunicação aproxima as empresas dos clientes em potencial, com uma relação mais humana. “Nessa realidade em que as pessoas fogem de anúncios na Internet, com adblocks, mudam de canal na TV ou simplesmente ignoram esse tipo de mensagem, oferecer uma perspectiva diferente é bastante importante e o storytelling propõe exatamente isso”, explica.

Nos tempos de hoje, nos quais informações circulam quase que instantaneamente, essas ações costumam resultar em um fenômeno que profissionais de comunicação e marketing digital perseguem avidamente: viralização. Sabendo disso, não deixe de contar suas histórias.

Veja alguns exemplos:

Heineken

Vivo

Open Doors

Conheça o portfólio da KKi

Para saber mais:

CARRILHO, Kleber; MARKUS, Kleber. Narrativas na construção de marcas:  storytelling e a comunicação de marketing. Organicom. Número 20. 1º semestre 2014. http://www.revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/695/543

ABERJE. Fernando Palacios: Storytelling é a melhor forma de personificar a marca em um personagem. http://www.aberje.com.br/fernando-palacios-storytelling-e-a-melhor-forma-de-personificar-a-marca-em-um-personagem/

KKi Convention: Continuar crescendo, mas sem perder nossa base

Realizamos, no último sábado (14/05), a KKi Convention, nosso evento para discutir projetos e conversar sobre os avanços da agência. Foi um dia muito positivo para todos da equipe. Conversamos, novas ideias surgiram e ainda nos divertimos um bocado.

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Nosso projeto de internacionalização, com a KKi Creative, está bastante acelerado. Inclusive, tivemos resultados acima do que havíamos previsto. Isso está abrindo portas muito interessantes para todos daqui e já está permitindo que nossa equipe continue sendo ampliada.

No evento, também aproveitamos para lançar os cinco pilares que vão servir de sustentação para nós continuarmos crescendo, mas sem perder nossa essência. Conheça:

  • Focus (Foco) – Foco nas atividades, fazendo os processos fluírem de maneira assertiva e eficiente.
  • Faith (Fé) – Acreditar no projeto de vida, no potencial criativo e no futuro de desenvolvimento pessoal e profissional que a agência tem.
  • Force (Força) – Ter força e resiliência para superar a crise, fazendo com que a empresa navegue em um Oceano Azul e apresente resultados fantásticos.
  • Friendship (Amizade) – Reforçar os bons valores de coleguismo e amizade, suportando um ao outro nas suas atividades e buscando o bem-estar entre setores.
  • Fun (Diversão) – Principal pilar da KKi, é baseado na teoria de que “tem que ser divertido para valer a pena”.

Para conseguirmos manter todos esses pilares de pé, elaboramos um Manual de Sobrevivência. Se a gente seguir tudo à risca, não tem como dar errado. Tivemos muitas conquistas, nesses 14 anos de KKi Indústria Criativa, e os próximos anos têm tudo para ser os anos das nossas vidas.

Vamos fazer esse potencial se tornar realidade!

Clarissa Medeiros (Cacai)
Diretora

Confira mais fotos do evento:

Canadá brinca com verão brasileiro em campanha das Olimpíadas

O Canadá lançou uma nova campanha publicitária para promover seus atletas que competirão nas Olimpíadas do Rio, neste ano, e resolveu brincar com a diferença entre os climas brasileiro e canadense. Como o tema “Ice in our Veins” (Gelo nas nossas Veias, literalmente, ou Sangue Frio), as peças destacam a dificuldade de enfrentar o frio e como isso fortalece a equipe.

O resultado ficou excelente. No vídeo oficial, atletas encaram um ambiente inóspito e desafiam a si mesmos. Trazer o esporte para uma realidade selvagem indica que eles estão prontos para encarar situações extremas de olho no ouro olímpico.

Assista:

“Isso não é Rio de Janeiro. O sol brasileiro está do outro lado do mundo. Esta é nossa praia. O inverno nos torna quem somos. O frio fortalece nossa determinação. O vento engrossa nossa pele. Então, no calor da disputa, tudo o que sentimos é o calor nos nossos corações e o nosso sangue frio”, diz o narrador.

Dá até vontade de torcer para o Canadá.

Netflix cria anúncios voltados para usuários de Snapchat

A Netflix lançou uma campanha para pessoas que usam Snapchat poderem interagir trocando de rosto com personagens de séries como Pablo Escobar (Narcos), interpretado pelo brasileiro Wagner Moura.

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Super simples (mas eficaz), a ideia foi criada pela agência francesa Darewin, aliando offline e online de uma maneira fácil, divertida e barata. Outras séries que tiveram personagens espalhados pelas ruas foram House of Cards, estrelada por Kevin Spacey, Orange Is The New Black e Marseille, que tem como protagonista o ator Gérard Depardieu e estreou esta semana na plataforma.

Veja algumas pessoas que fizeram o “faceswap” do Netflix:

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Pepsi divulga garrafas em forma de halteres

A Pepsi anunciou que vai produzir garrafas em formas de halteres para incentivar a prática de atividades físicas. Cheia, a Pepsi Light vai pesar dois quilos, permitindo que o consumidor possa se exercitar com ela.

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É uma forma descolada de promover o produto e ainda melhorar a saúde. Na medida em que a pessoa vai comprando garrafas de Pepsi, ela começa a ter diversos halteres em casa para ficar em forma. Isso casa perfeitamente com a edição Light da marca, que tem menos açúcar.

Depois de consumir o refrigerante, ainda dá para encher a garrafa com água ou até mesmo areia, caso o objetivo seja deixá-la mais pesada. Legal, né?

Marketing de conteúdo: o impulso que faltava para sua empresa

Seus clientes têm sido bombardeados com informações. Uma pesquisa realizada pelo The Global Information Industry Center indicou que o volume recebido por consumidores diariamente seria equivalente a 34 GB, enquanto a capacidade total de armazenamento do cérebro humano seria de apenas 1 GB. São milhares de fotos, textos e vídeos a todo instante.

De olho nesses números, empresas estão buscando opções mais segmentadas e com potencial maior para trazer retorno tanto para suas marcas quanto para a venda de produtos e serviços. É aí que surge o Marketing de Conteúdo (Content Marketing, em inglês), que é a produção de conteúdo de qualidade como forma de fortalecer a imagem da organização e ganhar credibilidade.

Embora não seja uma técnica nova, já que empresas sempre se comunicaram diretamente com seus clientes, uma novo horizonte tem se apresentado com a expansão da comunicação digital. Enquanto, no passado, havia uma dependência da imprensa e de anúncios publicitários, atualmente, ferramentas como sites, blogs, distribuição de e-books e mídias sociais têm sido cada vez mais utilizadas.

De olho nessa tendência, a KKi Indústria Criativa investiu em pessoal para oferecer esse tipo de serviço a seus clientes. Segundo o diretor de criação, Thiago Garcia, “o marketing de conteúdo oferece às empresas a possibilidade de trabalhar a comunicação de forma bem segmentada, com retorno rápido e investimentos menores”.

Poucas empresas têm uma estratégia bem definida

Um estudo sobre Content Marketing no Brasil realizado pela consultoria Tracto com mais de 1.300 profissionais de comunicação e marketing do país indicou que apenas uma em cada quatro empresas desenvolve um trabalho consistente, com uma estratégia bem definida e resultados mensurados. Sendo assim, não se desespere, caso você ainda não esteja desenvolvendo esse tipo de conteúdo. Isso só mostra que você ainda tem uma grande margem para trabalhar a comunicação da sua empresa.

O Complexo Educacional Contemporâneo, empresa de educação com 35 anos de existência, tem aproveitado essas oportunidades. Tendo um site atualizado diariamente, uma revista e presença nas mídias sociais Facebook, Twitter, YouTube e Instagram, o Contemporâneo ainda tem apostado em matérias publicadas no site da Tribuna do Norte Online (clique aqui para ver um exemplo), tudo isso buscando estar cada vez mais próximo de seus diversos públicos.

A escola de inglês Open Doors também tem investido nessa abordagem e o diretor administrativo, José Hamilton, diz que pretende utilizar ainda mais esses canais. “Temos percebido um engajamento maior com o público e isso vai além do que oferece a publicidade. Temos mais comentários, compartilhamentos e, por esse poder de viralização, o retorno pode ser bem maior, se comparado a um anúncio comum. É até mais democrático, porque somos nós que decidimos quanto vamos investir”, avalia.

Outra empresa que tem alavancado sua comunicação com o marketing de conteúdo é a Cyrela Plano&Plano. Recentemente, em parceria com a KKi, o grupo do ramo imobiliário publicou uma série de artigos no site do G1. Além disso, conta com mais de 40 mil fãs no Facebook e com um blog onde publica artigos sobre os mais diversos temas, como forma de fortalecer o relacionamento com seus públicos de interesse.

Não fique para trás

Se você ainda não explora todas as possibilidades do marketing de conteúdo, talvez a comunicação da sua empresa esteja sendo menos eficaz do que poderia. É que as organizações com uma noção mais complexa sobre essa abordagem tendem a obter resultados melhores, de acordo com a pesquisa da Tracto já mencionada neste artigo.

O sociólogo espanhol Manuel Castells diz, em seu livro A Sociedade em Rede, que há dois tipos de organizações: as que se adaptam às mudanças de forma dinâmica, sempre se atualizando conforme as tendências, e aquelas mais rígidas, que fazem de seus sistemas e métodos o principal objetivo organizacional.

Para Castells, que é professor de comunicação na Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos) e Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), as do primeiro tipo são empresas e outras são burocracias. Você quer ter uma empresa ou uma burocracia? Então é melhor estar
atento às mudanças para não ficar para trás.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

Pedro Miguel, jornalista da Equipe de Conteúdo da KKi Indústria Criativa.

 

 

Fontes:

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede: A Era da Informação. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

http://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/1567/739 (em inglês)

http://tracto.net.br/download/Content_Marketing_no_Brasil_2016.pdf

 

Pedro Miguel é jornalista pela UFRN e mestre em Gestão da Comunicação pelo Celsa – Paris-Sorbonne (França).

Criatividade vende tudo

Os empreendedores da chamada economia criativa encontram nas ideias originais, uso da internet e encontros alternativos a saída para vender

KKiMix reúne produtores alternativos

A criatividade vende tudo –, esta certamente é a frase de efeito de quem busca sair do convencional, e aposta nas suas próprias ideias e na força das redes sociais para divulgar seus produtos e gerar uma nova fonte principal e alternativa de renda. E, neste momento em que só se ouve falar em crise, a estratégia de vendas se consolida com os encontros alternativos, que já se tornou uma constante em Natal, e também servem para compartilhar experiências entre os produtores alternativos.

Estes produtores se inserem na chamada economia criativa, que hoje é considerado um dos pilares da economia mundial e, no qual, calcula-se que movimente cerca de 120 bilhões de reais por ano no Brasil. A economia criativa engloba as mais variadas atividades como arte e design, música e vídeo, gastronomia e moda, e até games. A comunicação também é uma das áreas consideradas nesta nova cadeia produtiva.

Foto: Gustavo DantasA designer de joias Gláucia Rebouças, da Pano de Cigana, é uma artista que utiliza o Instagram como meio de divulgação de suas criações. Ela conta que trabalha com a rede social há quase um ano e avalia que tem um retorno muito positivo mesmo focando as vendas em Natal e região. “As vendas começam na internet, com as postagens na rede, e são concretizadas ao vivo com o atendimento”, conta.

Gláucia também aposta nas feiras alternativas como oportunidade de visibilidade da marca. Esses encontros alternativos têm reunido artesãos, designers, chefs de cozinhas e outros artistas que trazem para o físico suas lojas virtuais.

Um exemplo é a KKi Mix, evento que reuniu vários empreendedores da chamada Economia Criativa no último fim de semana no espaço de uma agência de propaganda. Segundo a organização do evento, nos dois dias de evento, circularam mais de 500 pessoas interessadas em arte, moda, design e gastronomia.

“Participar de eventos como esse, além de divulgar nossa marca e poder entrar em contato direto com o consumidor, cria uma comunidade entre microempreendedores digitais, possibilitando uma troca muito rica de experiência”, conta a publicitária Ana Flávia Lira, à frente da PQPosters. Com a empresa voltada para a criação de pôsteres e produtos decorativos descolados, elas também utilizam o Instagram e o Whatsapp como ferramentas de divulgação e venda dos produtos.


Poder da criatividade

Com mudança marcada para implantar duas novas unidades de sua empresa no exterior, a publicitária Clarissa Medeiros tinha uma missão clara: vender uma casa inteira. Para atingir o objetivo, ela idealizou uma marca e colocou tudo em uma fanpage no Facebook para produtos usados e descolados. Os resultados alcançados impressionaram mais do que o esperado. Em pouco mais de duas semanas, a casa estava praticamente vendida.

kkimix (110)Clarissa credita o sucesso da iniciativa ao poder da economia criativa, que tem no marketing digital uma de suas principais ferramentas de venda. Apesar de ser uma publicitária especializada neste segmento, a efetividade da iniciativa a surpreendeu. A campanha foi ancorada em peças no Facebook e Instagram, e na ideia de um bazar físico, que juntou outros parceiros e se transformou na KKi Mix, cuja divulgação também se deu pelas redes sociais.

“Claro que o desejo era vender o que não iríamos mais usar, mas não imaginava que fosse conseguir vender em tão pouco tempo. Consegui o faturamento em apenas duas semanas que muita loja passa o mês para conseguir. Foi só fazer o que sempre fazemos na KKi: juntar ideia, design e estratégia”, disse.

A economia criativa tem no marketing digital uma de suas principais ferramentas

Segundo analisa a publicitária, o marketing digital hoje é uma realidade principalmente para as empresas concebidas dentro do conceito da economia criativa. “As redes funcionam como verdadeiras vitrines virtuais, divulgando o produto para pessoas interessadas também em produtos criativos. E o mais importante é que os custos de divulgação são reduzidos, mas ao mesmo tempo contam com um amplo poder de alcance e eficiência por se direcionar a públicos específicos construídos ao longo da existência da empresa”, avalia Clarissa.


Valorizando os artistas

A artista Cristiana Dantas já é uma das referências no assunto Economia Criativa no estado. Ela vende seus produtos decorativos pela internet. Apesar de também contar com um ateliê para apresentar suas criações, seu trabalho consegue atingir o país inteiro por meio de um trabalho intenso de divulgação nas redes sociais.

A partir de sua experiência, Cristiana presta uma espécie de consultoria a artesãos do interior do estado com objetivo de promover a inclusão social. Ela criou uma espécie de quiosque itinerante que serve de vitrine ao congregar a produção de pequenos artesãos.

A iniciativa chamou tanta atenção que foi destaque no Prêmio Brasil Criativo, realizado pelo Governo Federal, em disputa com projetos de todo o país. “O objetivo é contribuir para dar vazão a produção deles, ao apresentar o trabalho de forma única e diferenciada, ao mesmo tempo em que agrega um maior valor ao trabalho e valoriza uma futura remuneração”, explica.

Confira as fotos do KKi Mix: http://link.kki.com.br/KKiMix

Criatividade e diversão na KKi Mix

O próximo sábado (17/10) está reservado na KKI Indústria Criativa para muita arte e criatividade, mas fora dos computadores e reuniões de pauta. A agência realiza a KKi MIX, feira que vai reunir produtores criativos em áreas como moda, design, gastronomia e música.

Nesta primeira edição, o KKi MIX tem como objetivo, além de ser um bazar, proporcionar mais um ponto de encontro entre artistas criativos e o público interessado em ver novas ideias aplicadas nos mais variados suportes e produtos dentro da chamada economia criativa.

A diretora da agência, Clarissa Medeiros, explica que o evento foi idealizado a partir da filosofia de produção da própria KKi Indústria Criativa, que busca sempre estar antenada e produzir ideias inovadoras, gerando valor para os produtos produzidos e seus clientes.

“Os artistas convidados são representantes da chamada economia criativa, alguns deles entrando no mercado, outros já consolidados, mas todos com algo em comum que é criatividade e vontade de gerar valor e renda a partir dela. E tudo isto tem muito a ver com a KKi”, disse Clarissa.

A economia criativa já é hoje considerada um dos pilares da economia mundial, e o Brasil é um dos países que se destacam e segue com forte expectativa de crescimento deste segmento produtivo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A economia criativa engloba as mais variadas atividades como arte e design, música e vídeo, gastronomia e moda, e até games. A comunicação também é uma das áreas consideradas nesta nova cadeia produtiva.

Programação:
KKi Mix
Quando: 17/10
Onde: Rua Raimundo Chaves, 1904 – Candelária (Ao lado da saída do túnel)
Horário: 15 às 20h
Entrada: Gratuita

Participantes

Moda: Fleur, Pano da Cigana, FunFit
Design: Ventura Pallets, Especiário, Coasters, IlustraLu, Arte em Altares, 31 de Fevereiro – Toy Art, Atelier Vintage Wife, Usados Descolados
Gastronomia: Docencantos, Maguh, Ali – Alimentos Saudáveis, Fuscrepe Natal
Música: DJ Allan César

A digitalização dos produtos vem aí. Ou melhor, já está entre nós.

A passagem do mundo analógico para o digital já está aí. A face mais conhecida dessa transição pode ser um smartphone em suas mãos ou uma conta em Facebook, só que a chamada digitalização dos produtos vai muito mais além. Estão se integrando a estratégias digitais mais amplas, conectando-se diretamente com os fabricantes, permitindo que os produtos recolham e transmitam dados diretamente para as empresas sobre a performance ou utilização deles.

Um dos principais benefícios é que essa comunicação promove informações mais exatas a partir dos contextos de utilização dos produtos. Na outra ponta, as empresas ou fabricantes podem analisar esses dados, o que permite fazer alterações online da performance. Além disso, a análise dos dados pode direcionar novas estratégias de vendas, por exemplo. É a chamada digitalização 2.0.

A indústria automotiva já trabalha com carros com centrais digitais e avança na tendência de transmissão online dos dados, via dados de celular. Outra grande promessa há algum tempo é da casa inteligente, cujos sistemas e aparelhos da casa também são conectados aos fabricantes ou empresas aproveitando o caminho em consolidação da internet de alta velocidade, redes Wi Fi e dos dispositivos inteligentes.

No esforço, juntam-se inclusive os atuais produtores de sistemas de software como a Google (Auto Android) e a Apple (Apple CarPlay). Outras empresas do mundo tecnológico também não ficam de fora da corrida, como a Microsoft e a Amazon, que direcionam suas plataformas para também serem as interfaces com os produtos inteligentes principalmente nas casas inteligentes.

Essa capacidade de análise de dados dentro do contexto de utilização é considerada a nova fronteira estratégica das companhias, como discute o artigo “O que vem depois dos produtos inteligentes”, na revista Harvard Business Review.

Para os autores do artigo, a sobrevivência das empresas vai se dar pela sua capacidade de recolher e analisar dados a partir desses contextos de utilização. “A digitalização é a única grande tendência capaz de afetar todas as empresas. Porque desafia as organizações a pensar sobre a captura e a criação de valor e os modos de diferenciação além das dimensões familiares de custo e qualidade.”

Por outro lado, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas como a privacidade dos dados e real finalidades deles, ou o que os clientes podem receber de volta ao disponibilizar essas informações. “A demarcação tradicional das indústrias está se desgastando. No entanto, os ecossistemas poderão permitir às organizações manter vários segmentos de interligação e interdependência”, avaliam os autores.

E você, já se vê em um mundo da digitalização 2.0? É, talvez ainda demore um pouco mais a se efetivar mesmo, mas pelo jeito, já está entre nós.

Por Paulo Celestino Filho.